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Transformando metas em realidade: estratégias de planejamento para ONGs


Junto com o final do ano também vem aquela sensação de dever cumprido. É um momento de reflexão em todos os sentidos, seja na nossa vida pessoal ou profissional.


Eu sempre costumo falar sobre a importância de olhar para trás, ver o que funcionou, o que pode ser ajustado e até mesmo descartado. Sim, é normal cometer erros e aprender com eles. O importante é testar, inovar e entender que o contexto é dinâmico, muda o tempo todo e cabe a nós olhar para isso de forma positiva para potencializar nossos resultados rumo à sustentabilidade que tanto queremos.


Por isso, quero saber como está sendo o seu ano de 2023. Você acha que a sua gestão ou o desempenho da sua ONG performou melhor este ano?


A retrospectiva é uma boa opção para dar o start no planejamento estratégico. Revisitar as metas x resultados (e outras métricas) vai te guiar à analisar o ano e, sem dúvida, abrirá novos caminhos.


Agora é hora de olhar para frente e se dedicar na construção do seu planejamento estratégico. Vou compartilhar contigo exatamente o passo-a-passo que uso para a construção do meu planejamento institucional e os planejamentos que facilito junto a outras organizações. Vamos lá:


  • Olhe o cardápio disponível: nem todas as estratégias funcionam para a sua organização e as possibilidades são muitas, então que tal conhecer todas (inclusive as mais inovadoras) e entender o que faz sentido para a sua organização?;

  • Avalie o cenário e o contexto: a captação é muito dinâmica e todo ano o contexto influencia bastante, olhe para as tendências e faça apostas certeiras. E mais do que isso, olhe para fora mas também para dentro. O contexto interno é fundamental para o seu planejamento. Ex. Ano que vem teremos muitos editais nacionais, você tem se preparado para isso? Que tal uma postura mais ativa em relação à construção de relacionamentos com a filantropia?;

  • Inove: busque inovar em algo como uma metodologia, uma nova fonte de recursos, um novo formato interno de captação, uma nova parceria. A inovação pode ser justamente o elemento que vai te fazer sair do lugar-comum e trazer muitos aprendizados também;

  • Busque alternativas: a corrida das empresas para se alinharem às práticas ESG só aumenta, pois o tema está influenciado cada vez mais o poder de decisão dos consumidores. Para colocar isso em prática, as parcerias com as ONGs serão essenciais. Será que isso faz sentido para sua ONG? Ou tem outra alternativa que está aí na sua frente e você pode incluir no seu plano de captação?;

  • A comunicação é estratégica!: comunicação e captação andam de mãos dadas, uma impulsiona a outra, então olhe com carinho para seus canais de comunicação, como você tem se comunicado com seu público, seus parceiros, como tem utilizado novas ferramentas para otimizar seu tempo e inclua no seu plano. Hoje é muito difícil que um planejamento em captação não construa um objetivo específico só para tratar de comunicação, tendo em vista a sua importância;

  • Cultura institucional: invista em formar a equipe, fortalecer habilidades e criar um espaço de trabalho saudável e amigável para todos. Olhando para as ONGs que tenho assessorado, isso pode ser definidor para o sucesso da captação;

  • Monitore: no seu planejamento garanta ações estratégicas que te permitam monitorar se o plano está no caminho certo. Que tal pensar em espaços de diálogo interno sobre o alcance das suas metas? Isso também ajudará a reprogramar a rota quando necessário;

  • Meta financeira: nenhum planejamento de captação dá certo sem uma meta. Ela é quem vai te ajudar a construir as estratégias necessárias para você alcançá-la. Muitas organizações não fazem isso e o orçamento anual acaba sendo composto pelos projetos apoiados, quando na verdade você precisa abrir espaço para o que você irá captar.


Sobre esse último ponto eu acredito demais no poder que temos para direcionar os esforços na captação e alavancar os resultados de um ano cheio de conquistas, mas precisamos ter o pé no chão. Para mim, o melhor planejamento é aquele que conseguiremos implementar.

Para isso acontecer, de nada adianta colocar logo de cara as metas mais altas e irrealizáveis, pois isso pode gerar frustração por parte da equipe e também de seus financiadores.


Pensar em resultados intermediários é uma boa solução.

Além de você e sua equipe conseguirem visualizar melhor o progresso, também dá aquele conforto no coração e a sensação de que sim, nós vamos conseguir!

E se isso vier acompanhado de um ritual, seja ele uma música, um sino que toca, um almoço em equipe, pode fazer toda a diferença para engajar seu time.

Me conta, tu tens um ritual para celebrar as conquistas? Se ainda não tem, esse é um ótimo momento para pensar nisso. Celebrar é uma das ações estratégicas mais valiosas.


E aí? Vamos reunir a equipe e botar a mão na massa? O último trimestre do ano é o momento perfeito para fazer isso. E, no final de 2024, quero ver todo mundo celebrando os avanços da captação, hein?!


Conta comigo, vamos sempre de mãos dadas!

Daiane

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