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Como a IA pode revolucionar sua captação


Está muito intensa a discussão sobre a presença da Inteligência Artificial (IA) nas nossas vidas, principalmente a generativa. Não é por acaso, a IA tornou-se uma grande aliada em diversas áreas e o setor de impacto tem sentido isso no dia a dia. Com os avanços em tecnologias de aprendizagem de máquina e big data, essa pode ser uma ferramenta poderosa para impulsionar a captação de recursos e tornar mais eficiente o trabalho de organizações que buscam impacto social.

Neste artigo, vamos explorar algumas maneiras de como a IA pode ser usada para revolucionar a captação de recursos de projetos sociais, trazendo mais efetividade, precisão e escalabilidade para as estratégias de arrecadação.


Uma das aplicações mais promissoras é a sua capacidade de ajudar na produção de conteúdo e na escrita de projetos. Com algoritmos inteligentes e ferramentas avançadas, a IA tem o potencial de auxiliar na criação de propostas atrativas, impactantes e bem elaboradas.


Com a transformação digital impactando cada vez mais o nosso dia-a-dia, a incorporação da inteligência artificial na rotina das organizações não governamentais (ONGs) pode ser uma estratégia poderosa. A IA já está sendo aplicada na captação de recursos, desde assistentes virtuais e chatbots que facilitam a interação com as pessoas que doam e pessoas interessadas até análises de dados avançadas que ajudam a identificar oportunidades e tomar decisões mais embasadas.


Ao utilizar a IA para a produção de conteúdo e escrita de projetos sociais, as ONGs podem aproveitar todo o potencial dessa tecnologia para alcançar mais pessoas, despertar o engajamento e aumentar as chances de sucesso na captação de recursos. Além disso, permite que as organizações tenham uma presença online mais forte, transmitindo sua mensagem de forma personalizada, relevante e impactante. Com a IA a seu favor, a ONG pode impulsionar sua visibilidade, atrair mais doadores e parceiros, e, consequentemente, ampliar o alcance e o impacto de suas ações.


E isso se estende para benefícios à operação de uma organização no seu dia a dia e com tarefas rotineiras. As ferramentas de IA aplicadas à gestão de projetos, por exemplo, podem automatizar tarefas repetitivas, além de facilitar a tomada de decisões estratégicas. Por exemplo, a IA pode ajudar na alocação eficiente de recursos, identificando o melhor uso de tempo, dinheiro e talentos disponíveis para cada projeto. Com o apoio da IA, uma ONG pode ter uma visão mais clara e abrangente de suas operações, permitindo uma gestão mais eficiente e eficaz dos projetos, além de facilitar processos e oportunidades de crescimento.


O tempo que nos falta

Será que não estamos precisando de mais tempo?

O que eu posso afirmar com certeza é que, uma vez que você faz uso destas ferramentas para otimizar o seu trabalho, sobra mais tempo para focar nas estratégias, ter ideias fora da caixa e usar mais da criatividade para gerir a atuação da sua organização.

É possível criar chatbots e dispor de atendimento em tempo real no site, por exemplo. Se pensarmos que a geração Z ganhou uma seção especial na pesquisa sobre o perfil dos doadores no Brasil deste ano, do IDIS, podemos ficar tranquilos quanto ao uso da tecnologia, pois esse grupo está super aberto a interagir desta forma para se comunicar e resolver problemas.


Para marcar a sua presença nas redes sociais é preciso criar uma boa quantidade de conteúdo para gerar engajamento e contar um pouco mais sobre a sua história, metas e objetivos. Hoje já é possível programar um calendários de postagens, acessar insights sobre dados das plataformas que trazer o panorama do perfil da sua audiência e até criar as # que engajam mais, além de criar legendas com um maior apelo de engajamento.


IA não vai substituir seu pensamento estratégico

As pessoas continuarão sendo muito relevantes em uma estratégia de captação de recursos. Quando falamos do relacionamento das pessoas que doam, por exemplo, isso fica ainda mais forte!


É possível automatizar alguns processos e garantir mais tempo e pensamento estratégico para outros. Que tal fidelizar e manter as pessoas que doam por perto? Veja alguns caminhos possíveis para equilibrar o uso do IA com uma atuação mais humanizada junto as pessoas que doam:

  • A comunicação é a chave do negócio. É preciso pensar de maneira estratégica em todas as interações com as pessoas que doam. O ideal seria um e-mail mensal a cada nova doação? Um informativo bem atrativo de como está o andamento dos projetos? Agradecimento a cada ciclo de um ano de doação?

  • Mensagens mais personalizadas chamam mais atenção e geram valores. Sabemos que a tecnologia nos ajuda a automatizar processos, mas às vezes, um telefonema pode ajudar a reter um doador.

  • Encontre sua medida certa. Nada de encher a caixa de entrada, várias mensagens de WhatsApp, até mesmo ligações sem propósito. Prepare sua equipe com roteiros e funil de doação.

  • Uma plataforma de CRM vai ajudar e muito a gestão de contatos. Tudo isso pensado para gerar senso de pertencimento e manter a sua base engajada de forma organizada. Mas se para você nesse momento vai ser via excel, tá valendo também, um passo de cada vez.


“A transformação digital é positiva para o futuro das ONGs!”

É preciso construir a sua comunidade, um grupo de pessoas que confiam no trabalho da sua organização e que propagam a sua voz por aí.


E por onde começar? (Sim, você precisa começar)

Vá com calma e mapeie ferramentas mais fáceis de usar e comece a testar! Veja junto à equipe se tem alguém com mais disposição para encarar esse desafio de tornar a sua organização um pouco mais inserida nessa transformação digital.


Existem inúmeras ferramentas de IA e tantas outras digitais que são gratuitas, possuem planos de pagamento especiais ou até mesmo isenção para organizações não-governamentais. Vá atrás dessas oportunidades! O Portal do Impacto e o movimento Arredondar disponibilizaram uma lista com algumas indicações. E eu, neste post, falo mais sobre algumas opções.


Mesmo sem termos as diretrizes oficiais sobre a legislação que envolve a inteligência artificial, nós precisamos manter o senso ético e o cuidado ao usarmos dados, principalmente de terceiros (seus doadores e financiadores). É preciso manter a integridade dos dados da sua base e aqui no Brasil, seguir o regulamento da LGPD - Lei Geral de Proteção de Dados.


A transformação digital não se trata apenas de utilizar novas tecnologias, mas sim de repensar toda a forma como a organização opera e se relaciona com seu público. É fundamental ter o coração aberto à inovação e ao aprendizado contínuo, buscando sempre atualizar suas práticas e aproveitar o potencial das ferramentas digitais e da IA.

Mais do que nunca, é necessário pensar de forma estratégica e adaptar-se às mudanças do cenário digital, mantendo sempre em mente o propósito e os valores que dão sustentação à atuação da ONG. Essa transformação pode permitir que as organizações alcancem novos patamares de eficiência, transparência e impacto.


E aí, tudo pronto! Vamos de mãos dadas?


Um abraço,


Daiane Dultra

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