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7 dicas de ouro para planejar a sua captação em 2023

Atualizado: 2 de mar. de 2023



É tempo de festejar, mas também de planejar. Imagino que neste momento do ano você já esteja exercitando e elaborando seu plano tático de ação para 2023.


Sabemos que a captação de recursos é essencial para a sustentabilidade em uma OSC, pois o valor que você mobilizar é o que vai possibilitar que suas ações e projetos sejam realizados e que você caminhe na direção certa. No entanto, tem algo que é muito forte que é o desafio de fazer um planejamento estratégico factível e realizável para que sua implementação de fato aconteça e seja possível alcançar as metas estabelecidas.


Por outro lado, se você consegue colocar tudo no papel considerando diferentes cenários com um plano A, B e C (por que não?) ou um plano maior para o ano e menores para cada projeto, o caminho para chegar lá ficará mais visível e sem tantos percalços.


O que eu sempre faço é ajudar as organizações a planejarem com base em três cenários: operação mínima, estável e ideal. O primeiro se refere essencialmente aos custos da manutenção das OSCs, o segundo possui uma margem de segurança financeira para a estabilidade e o terceiro está atrelado ao cenário financeiro ideal. Com a diversidade de cenários, há uma flexibilidade maior e fica mais fácil adaptar o planejamento se for preciso.


Ainda é grande o número de entidades que dependem exclusivamente de editais e isso faz com o que elas fiquem bem vulnerável e dependente de um dinheiro que não é certo que virá. Diferentemente quando você planeja e diversifica suas fontes de financiamento, intercalando ações diversas para encontrar a sua sustentabilidade.


Montar uma equipe, estar atento às novas tecnologias incorporando a inovação na sua estratégia, assim como revisitar a sua missão para fortalecer o que é melhor para vocês e seus financiadores já é um importante passo.


O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO É VITAL PARA A SUA ONG!


Mas por onde começar?


A gente sabe que captar recursos não é uma tarefa fácil e que pode ser bem estressante quando você não planeja da forma correta e é pego de surpresa por novas tendências ou pela luz vermelha do seu balanço financeiro.


Nós do Terceiro Setor, sabemos que nossas ações sociais já são totalmente centradas nas pessoas que serão impactadas, mas estamos também olhando para aqueles que fazem a coisa acontecer? Como você tem tratado o seu staff, seus voluntários e seus apoiadores e financiadores?


Quando trazemos essas pessoas para o centro da estratégia, estamos dividindo responsabilidades, mas também levando em consideração uma tomada de ideias mais horizontal, criativa e com novas visões.


Organizei tudo em 7 tópicos para que você possa começar o seu planejamento:


1. Estruture seu planejamento tendo como horizonte a sua missão


E por que será que ter a sua missão como diretriz estratégica é tão importante? Porque ela é o seu melhor cartão de visita. As pessoas precisam se identificar com a sua missão e a partir daí, estarem abertas para apoiá-la. A mensagem sobre o que e como você está fazendo a mudança no mundo precisa estar bem organizada e clara.


2. Crie objetivos a partir de um mapa de necessidades


Sente com sua equipe ou faça um exercício você mesma de entender quais são as necessidades da sua organização. Eu costumo usar a matriz FOFA mapeando internamente as forças e fraquezas e, externamente, as oportunidades e ameaças. Depois disso, tento categorizar tudo em grandes guarda-chuvas e transformá-las nos objetivos do meu planejamento.


3. Crie pelo menos um objetivo focado em fortalecer a cultura institucional para captação de recursos


De nada adianta que a captação de recursos seja uma tarefa e que a sustentabilidade financeira seja pensada por uma ou duas pessoas da organização. Ter no seu planejamento ações estratégicas que vão internalizar rotinas fixas de captação de recursos e processos de monitoramento do seu plano é fundamental para que ele tenha sucesso e seja colocado em prática.


Aqui, eu sempre aconselho para que você tenha uma pessoa captadora de recursos, parcialmente ou 100% dedicada com funções e metas bem definidas. Falo mais sobre esta questão neste post. Mas, lembre-se, essa pessoa não pode ser a salvadora de tudo. De nada vai adiantar se essa cultura institucional que eu trago aqui não for fortalecida.


4. Diversifique as suas fontes de financiamento


Importante não depender de uma única fonte de financiamento para que essa dependência não seja um risco à sua sustentabilidade. Tem tantas possibilidades e certamente uma delas vai ser compatível com a sua organização. A pauta ESG está cada vez mais forte, as pessoas estão doando mais, os eventos presenciais têm se fortalecido, as experiências online estão em alta. Então, que tal fazer uma aposta em uma nova frente de captação para o ano que vem?


5. Esteja por dentro das novas estratégias e ferramentas de comunicação


A forma como estamos nos comunicando mudou muito nos últimos anos. Se olharmos pro passado, alguns anos atrás, seria impossível pensar que vídeos curtos seriam o grande diferencial e que as pessoas priorizam esse tipo de conteúdo.


Além disso, hoje existem ferramentas que te ajudam muito a ganhar tempo na hora de prospectar, inclusive otimizando recursos. Hoje eu faço contato com qualquer financiador no mundo a partir do Linkedin e consigo localizar seu email corporativo a partir do uso dessas ferramentas. Assim, incluir um eixo do seu planejamento focado em na comunicação como parte essencial dos seus resultados é bem importante.


6. Faça uma retrospectiva das suas campanhas de arrecadações e projetos que você inscreveu em editais


Essa experiência prévia com as campanhas pode ajudar e muito na elaboração do novo plano estratégico de captação. É possível observar o que deu certo e o que pode ser melhorado, além de você tirar uma ideia dos valores arrecadados e como fazer uma previsão mais certeira do que está por vir. E por que não fazer uma pesquisa com seus doadores? Eu sempre faço benchmarking para entender como me movimentar na captação de recursos. E isso pode ser feito a partir de reuniões com organizações que têm o mesmo perfil que a sua organização em complemento à análise de relatórios que essas entidades publicam no site delas, por exemplo.


Por fim, super massa se você conseguir se organizar e criar um banco de projetos com aquelas propostas que você submeteu em editais e que você dedicou tempo e esforço para escrever. Muitas vezes, essas propostas podem ser ideais para você enviar para aquele financiador que você está iniciando relações.


7. Defina sua meta


A definição da meta é parte obrigatória do seu planejamento. Muitas organizações não fazem isso e acabam seguindo o fluxo dos projetos aprovados para montar o orçamento global da organização. O que eu digo? Trace uma meta possível e a partir dela, entenda quais são as estratégias e quantas serão necessárias para que você possa alcançá-la. Você vai ver que fazendo isso revolucionará a forma como você se relaciona com a sustentabilidade e autonomia financeira da sua organização.


Importante ter flexibilidade para ajustar a rota quando for preciso. Não tenha medo de encarar novos desafios e ser pioneiro em alguma iniciativa. O importante é testar e se movimentar.


O resultado vem de maneira natural e genuína.


Um abraço e bom 2023!


Daiane Dultra



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